MI SMART BAND 4C: EFICIENTE, MAS PODERIA SER MAIS BARATA

A Redmi lançou no ano passado, na China, a Redmi Band, sua primeira smartband, e a submarca da Xiaomi aproveitou a mesma estratégia—de sucesso, diga-se de passagem—da sua linha de smartphones, ser uma linha mais acessível aos aparelhos de sua “mãe”.

Na China, pelo menos, a marca Redmi se manteve no pequeno gadget, porém para os mercados ocidentais a estratégia foi mais além e a smartband ostenta uma caixa com o logo da própria Xiaomi estampado. Talvez para embalar o sucesso da irmã mais velha Mi Band, já a esta altura em sua quinta geração. Porém escolheram um nome complicado: Mi Smart Band 4c. Não, de fato não é uma Mi Band, mas sim a Mi Smart Band, e ainda mais claro, não é a Mi Band (já sabemos que não é) 4, a geração equivalente em poder de fogo da Xiaomi, mas sim a 4C. Isso mesmo Mi (não Band) Smart Band (não 4) 4C. Seria preferível usar o simplório Redmi Band também por essas bandas, com o perdão do trocadilho.

Deixando a confusão de nomes para lá, a smartband se esforça para ser diferente de sua irmã mais famosa, começando pelo design mais robusto e quadrado. Portando uma pequena tela TFT de xx,x polegadas, colorida e com boa luminosidade, a Mi Smart Band 4C tem ainda uma pulseira emborrachada de qualidade, e que poderia apenas ser um pouco maior e com mais ajustes. Eu que tenho um braço um pouco mais largo tive de ajustá-la na penúltima casa, e ainda sim, sem muita folga. O encaixe do fecho é bem ajustado o que, por um lado, garante uma segurança considerável— não vai ser qualquer esbarrão que vai tirá-la do seu braço—, mas por outro, também dificulta mais a tarefa de colocá-la.

O fecho da Mi Smart Band 4C é firme mais complicado de fechar. Foto: Rodrigo Freitas/SeLoga

A borracha da pulseira é boa, mas poderia ser mais leve afim de permitir uma maior respiração da pele. Outra diferença em relação à Mi Band, é o modo de carregamento da Mi Smart Band 4C. Enquanto na pulseira da Xiaomi, desde sua primeira geração, sempre foi necessário algum tipo de cabo ou conector para carregamento, na pulseira da Redmi, o próprio núcleo já dispõe de uma interface USB-A, e pode ser conectado diretamente à fonte de carregamento, seja um outro dispositivo, como um notebook, por exemplo, ou em um adaptador de tomada (sorry, se você tiver comprado um iPhone 12 ou um Galaxy S21). O lado ruim dessa experiência é que tirar a ponta da pulseira é um tanto complicado, embora com o tempo você pegue o macete e também parece uma tarefa daquelas que vai dar errado uma hora ou outra.

Partindo para o sistema do gadget, nenhuma novidade com relação ao que já vimos em tantas outras smartbands chinesas, depois do sucesso da Mi Band. O ponto positivo é que a interface é agradável e legível e as transições funcionam com a rapidez que se espera. Embaixo da tela existe um botão capacitivo que serve para confirmar as ações, mas toda a área da tela tem sensibilidade ao toque por gestos para rolar entre as opções de ‘aplicativos’ disponíveis. Essa opções são as esperadas status de contador de passos e calorias, frequência cardíaca, opções de treino (corrida, esteira, ciclismo, caminhada e livre), clima, notificações de aplicativos, alarme, cronometro e timer. A boa novidade é que já nesta primeira geração é possível controlar as músicas do dispositivo conectado pela SmartBand 4c. Os sensores passam a sensação de confiabilidade, principalmente as aferições de passos e tempo de sono.

Tudo isso é controlado pelo aplicativo de conexão ao dispositivo móvel, e se você achou que seria o consagrado Mi Fit, enganou-se. A Mi Smart Band 4c lança mão de um aplicativo novo o Xiaomi Wear, que também funciona com o Mi Watch Lite, outro que na China carrega o nome Redmi, mas que teve um segundo batismo para o ocidente. O aplicativo é bonito e tem as informações básicas, que também estão no Mi Fit, nos levando a pensar porque simplesmente não lançar uma nova versão de mesmo nome do aplicativo.

Como a Mi Smart Band 4c não tem GPS integrado, quando você sair para sua caminhada é importante levar o celular conectado se quiser marcar a rota e os tempos com referenciais de caminho. As notificações, que também dependem da conexão com o smartphone, funcionam dignamente, embora a leitura de mensageiros como o WhatsApp fique prejudicada quando você recebe mais de 1 mensagem do mesmo contato. Neste caso a informação na pulseira é apenas que “Você tem novas mensagens do WhatsApp”, o que te impossibilita de saber se o assunto é relevante para que você veja no dispositivo móvel.

O que não coopera para o sucesso da Mi Smart Band 4C ser similar a da sua irmã mais velha é justamente o principal atributo dela: o preço. Nas minhas pesquisas, o preço médio em que a smartband da Redmi é vendida no Brasil esbarra nos 150 reais —valores de janeiro de 2020. Por um pouco mais você leva a irmã famosa de quinta geração, com mais funções e mais bem acabada. A Mi Smart Band 4C ainda não pode ser encontrada nas lojas oficiais da Xiaomi no Brasil, mas você pode comprar pelos marketplaces de sempre como Mercado Livre, Americanas entre outros. Se quiser ajudar este site, pode comprar através deste link na Amazon, compra segura e com todo o suporte da equipe Amazon.

Rodrigo Freitas Escrito por:

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