Estudo diz que Apple Watch pode prever Covid-19 antes de teste PCR

O teste PCR é considerado o melhor para detecção da Covid-19 atualmente, mas segundo estudos realizados por pesquisadores da rede de hospitais Mount Sinai, nos Estados Unidos, o Apple Watch pode ser mais rápido no diagnóstico.

Os estudos demonstraram que o relógio da Apple previu a existência dos primeiros sintomas da doença até uma semana antes do que o teste PCR. De acordo com o site MacRumors, a pesquisa publicada na revista médica Journal of Medical Internet Research, e denominada “Warrior Watch Study”, envolveu centenas de funcionários da Mount Sinai utilizando o Apple Watch e analisando os dados através de um aplicativo específico de monitoramento de saúde.

O oxigênio no sangue pode ser o novo foco da pesquisa – Foto: Reprodução/YouTube/Apple

Os funcionários também receberam a tarefa de preencher diariamente um formulário durante todo o período da pesquisa, de abril a setembro de 2020, anotando possíveis sintomas relacionados à Covid-19 e alguns outros como nível de stress, por exemplo.

O foco da pesquisa recaiu sobre os dados de variabilidade da taxa de batimentos cardíacos obtidos pelo relógio inteligente. Esse dado é um forte indicativo de alterações no sistema nervoso e, juntamente com os sintomas percebidos pelos participantes da pesquisa, como febre, dores de cabeça, tosse seca e perda do olfato-paladar, foi determinante para observar a presença da Covid-19 com maior antecedência do que o melhor teste à disposição em larga escala.

Identificar com antecedência a doença e agir mais rapidamente para o isolamento dos indivíduos infectados colabora para que o vírus perca consideravelmente o seu potencial de transmissão. Sem falar que obter o diagnóstico por um dispositivo individual dá a possibilidade de elaborar exames remotos, sem a necessidade de interações físicas entre agentes de saúde e os pacientes.

A análise prossegue e agora tenta identificar outros dados obtidos pelo Apple Watch, como o controle do sono e a taxa de oxigênio no sangue, que possam apresentar diferenças a partir da presença da Covid-19.

Rodrigo Freitas Escrito por: