
Se você achava que os preços da Apple já tinham atingido a estratosfera, prepare o coração (e o limite do cartão de crédito). O iPhone dobrável deixou de ser um mito urbano para se tornar a estrela absoluta das fofocas tecnológicas na CES 2026 – apesar de ainda estar no campo das especulações, não é mais segredo algum de que a empresa de Cupertino, enfim prepara um concorrente para a linha Fold da Samsung. Mas, como nada no ecossistema da Maçã vem de graça, o preço estimado está fazendo até entusiasta do “quem converte não diverte” chorar no banho: 2.500 dólares.
Em conversão direta e sem considerar a avalanche de impostos brasileiros, estamos falando de algo em torno de R$ 13 mil. Com esse valor já daria para você dar entrada em um carro popular usado ou, quem sabe, mobiliar metade da sua casa.
A Estratégia do “Esperar os Outros Errarem”
A Apple finalmente parece ter decidido que a tecnologia de telas flexíveis está “pronta”. No dicionário de Tim Cook, “pronta” significa: “deixamos a Samsung, a Motorola e a Huawei baterem a cabeça por anos, resolverem os problemas de engenharia, e agora vamos chegar como se tivéssemos inventado a pólvora — cobrando o triplo por isso”.
E o mais irônico é que a grande estrela desse novo dispositivo não virá de Cupertino, mas sim da sua maior “rival-parceira”. A Apple teria encomendado o novo painel Advanced Creaseless Display da Samsung. O diferencial? O fim do famigerado vinco.
Tela Lisa como Espelho e Espessura de Papel
Dizem os rumores que a exigência da Apple foi absoluta: o iPhone Fold só sairia do papel se a tela fosse lisa como um espelho, sem aquela “cicatriz” no meio que acompanha os dobráveis desde 2019. A Samsung, de olho no cheque bilionário, parece ter entregado o milagre.
Além disso, o aparelho promete ser ridiculamente fino. Com apenas 4 mm de espessura quando aberto, ele é tão esguio que, segundo o humor ácido do SeLoga, “vai dar até medo de espirrar perto do aparelho”.
Inovações (ou Gambiarras de Luxo?): A Dobradiça com Calefação
Para evitar que o iPhone Fold vire um pedaço de vidro inútil em dias frios — um problema real que assombrou gerações passadas de telas OLED flexíveis — a Apple patenteou uma dobradiça que se autoaquece. Sim, você não leu errado. O seu futuro smartphone terá um sistema de calefação próprio.
Antes de você dobrar a tela em locais como Curitiba ou Nova York, o sistema garante que o material esteja na temperatura ideal para não rachar. É a sofisticação máxima para resolver um problema que, teoricamente, nem deveria existir em um aparelho desse valor.
Análise: Vale o Investimento?
A grande questão que fica no ar é: vale a pena esperar até o evento de setembro?
Enquanto a Apple se prepara para vender um sonho de US$ 2.500, o Galaxy Z Fold 7 já está no mercado entregando praticamente as mesmas funcionalidades por uma fração do preço.
A Apple está sendo, mais uma vez, a Apple. Eles resolvem um problema de design que já deveria ter sido solucionado há anos e cobram o preço de um órgão vital por isso. E você? Vai entrar na fila ou acha que o “imposto da Maçã” passou de todos os limites desta vez?
