Reprodução/Apple
Se você achava que a maior disputa entre as gigantes da tecnologia era a quantidade de megapixels ou o tamanho da tela, prepare-se para uma mudança de direção. Em 2026, a nova obsessão das fabricantes não é o que elas podem colocar dentro do aparelho, mas sim o quanto conseguem tirar dele. Estamos vivendo a volta da era Slim, uma espécie de “efeito Mounjaro” aplicado aos smartphones, onde o objetivo é criar o dispositivo mais fino do mercado.
A Samsung Display deu o pontapé inicial nessa tendência durante a CES em janeiro, apresentando a tecnologia que promete ser a base dessa dieta rigorosa: o painel OLED COE (Color Filter on Encapsulation).
A Dieta Tecnológica: Menos Camadas, Mais Eficiência
O grande segredo técnico para essa redução de espessura está na simplificação do hardware da tela. Tradicionalmente, os painéis OLED possuem uma camada chamada polarizador, que ajuda na visibilidade, mas adiciona milímetros ao conjunto. Com a tecnologia COE, os engenheiros conseguiram eliminar essa camada inteira e imprimir o filtro de cor diretamente no painel.
O benefício não é apenas estético. Além de permitir aparelhos muito mais finos, essa tecnologia faz com que a tela consuma menos energia. E, como era de se esperar, a Apple já está na fila para garantir esse componente para o que os rumores chamam de iPhone 17 Air (ou iPhone 17 Slim).
O iPhone “Fatia de Queijo” e a Resposta da Samsung
A estratégia da Apple para 2026 é audaciosa: lançar um aparelho com impressionantes 5.6 mm de espessura. Para se ter uma ideia, isso é tão fino que surge uma preocupação imediata com a durabilidade estrutural — o famoso risco de o aparelho dobrar se for colocado no bolso de trás e o usuário sentar.
A Samsung, por sua vez, não quer perder o posto de inovadora e já trabalha no projeto de codinome “More Slim” para a linha Galaxy. No entanto, boatos de corredor na CES sugerem que o projeto de um S26 Ultra extremamente fino pode ter “subido no telhado”, pois a empresa teme a rejeição do consumidor a aparelhos com baixa autonomia de bateria.
O Dilema do Usuário: Estética vs. Bateria
A grande crítica a essa nova tendência é o descompasso entre o que as marcas oferecem e o que os usuários pedem. Nos últimos cinco anos, o clamor do mercado foi por baterias que durem mais de um dia. Agora, as empresas parecem priorizar o visual “modelo de passarela” em vez da funcionalidade.
Existem dois grandes problemas físicos ao reduzir tanto a espessura de um celular:
- Espaço para Bateria: Menos milímetros significam, inevitavelmente, menos espaço para as células de energia, o que pode fazer o celular “morrer” na hora do almoço.
- Calombo da Câmera: Como os sensores fotográficos de alta qualidade exigem profundidade óptica, quanto mais fino o corpo do celular, mais saltada e desproporcional fica a moldura da câmera nas costas do aparelho.
Conclusão: Vale a pena o sacrifício?
Para Apple e Samsung, a aposta parece ser no impacto visual e no status de ter o dispositivo mais elegante do mundo. No entanto, para o consumidor que usa o celular para trabalho intenso ou jogos, sacrificar 2 mm de espessura em troca de uma autonomia medíocre pode não ser o melhor negócio.
A pergunta que fica para 2026 é simples: você prefere um celular ultrafino que parece uma joia tecnológica ou o bom e velho “tijolinho” que garante dois dias de uso sem chegar perto da tomada?.
