Basta uma mensagem mal redigida no WhatsApp para que o brasileiro entre em desespero financeiro. O boato da vez afirma que, a partir de 2026, o Pix deixaria de ser gratuito e passaria a ser monitorado em tempo real pela Receita Federal para fins de arrecadação imediata. Mas quanto disso é verdade?
O que a Receita Federal realmente disse
Em nota oficial, o órgão foi enfático: não existe taxação do Pix para pessoas físicas. O serviço continua regido pelas normas do Banco Central, que garantem a gratuidade na maioria das operações de cidadãos comuns. O que causou a confusão foi uma atualização nas normas de declaração para empresas e prestadores de serviços, que já são taxados normalmente em suas atividades comerciais.

O monitoramento do Pix não é uma novidade de 2026. Desde a sua criação, o Banco Central compartilha informações com o fisco sobre movimentações que fogem do padrão de renda declarado, visando combater a lavagem de dinheiro e a sonegação. O cidadão que faz seu Pix para pagar o almoço ou transferir dinheiro para um amigo não tem nada a temer.
Por que os boatos sobre o Pix persistem?
O Pix é o maior sucesso tecnológico do Brasil e, por isso, é o alvo perfeito para desinformação. O SeLoga News reforça: o governo e os bancos sabem que taxar o Pix hoje seria um suicídio político e econômico, já que o sistema reduziu drasticamente o uso de papel moeda e aumentou a bancarização. Antes de repassar aquela mensagem alarmante, verifique as fontes oficiais do Bacen.
